Os 5 erros fatais a evitar na aquariofilia
O azul de metileno é uma ferramenta poderosa mas, mal utilizado, pode transformar um pequeno problema de pontos brancos numa catástrofe total para o seu aquário. Eis a lista negra dos erros cometidos pelos principiantes (e por vezes pelos especialistas distraídos), a ler obrigatoriamente antes de verter a primeira gota.
Erro n.º 1: tratar directamente no aquário comunitário
É o erro clássico. Vê um peixe doente e verte o produto no aquário principal.
- A consequência: mata as «boas bactérias» do seu filtro (ver filtração), mancha definitivamente de azul o silicone e os elementos decorativos e provoca um stress desnecessário nos peixes saudáveis.
- A boa prática: utilize sempre um aquário-hospital (um simples balde limpo ou um pequeno aquário nu de 20 L com um arejador e um aquecedor) para tratar unicamente o peixe doente. É mais económico, mais seguro e mais eficaz.
Erro n.º 2: esquecer-se de retirar o carvão activado
Trata o seu peixe mas, ao fim de 3 dias, nada muda. Pior ainda, a água volta a ficar límpida em poucas horas.
- A causa: o seu filtro contém um cartucho de carvão activado (frequentemente fornecido por defeito nos kits para principiantes).
- A consequência: o carvão adsorve o medicamento instantaneamente. Não está a tratar o peixe, está a tratar o carvão!
- A boa prática: verifique sempre o seu filtro e retire toda a massa química (carvão, resinas anti-nitratos) antes de um tratamento.
Erro n.º 3: a mistura «cocktail Molotov»
«Para garantir que mato tudo, vou pôr azul, um pouco de verde de malaquite e sal.»
- A consequência: sinergia tóxica. Alguns produtos, quando misturados, tornam-se mortais para os peixes (stress respiratório, queimadura das guelras). O azul de metileno é um redutor e não deve ser misturado ao acaso.
- A boa prática: um único tratamento de cada vez. Se tiver de mudar de molécula, filtre com carvão durante 24 h e faça uma grande mudança de água antes de introduzir o novo produto.
Erro n.º 4: a dosagem «a olho»
«A água não está suficientemente azul, vou acrescentar mais um pouco.»
- A consequência: embora o azul seja pouco tóxico, uma sobredosagem maciça provoca uma irritação das mucosas e das guelras. Pelo contrário, uma subdosagem cria estirpes de parasitas resistentes.
- A boa prática: calcule o volume real do seu aquário (Volume = Comprimento × Largura × Altura - Decoração). Utilize uma seringa ou um conta-gotas para dosear com precisão consoante a concentração da sua solução-mãe (ver dosagem).
Erro n.º 5: subestimar o poder de manchar
Abre o frasco e cai uma gota no móvel branco lacado da sala ou no tapete.
- A consequência: uma mancha indelével que lhe recordará este erro durante anos. O azul de metileno mancha instantaneamente a madeira, o plástico, a roupa e as juntas de azulejos.
- A boa prática: trabalhe sempre por cima de um lava-loiça ou de um tabuleiro. Tenha à mão um pano húmido e lixívia (para as superfícies não têxteis). Use roupa que não receie estragar. (Ver gestão das manchas).
Em resumo: a lista de verificação de segurança
Antes de tratar:
- Isolei o peixe doente (se possível).
- Retirei o carvão activado do filtro.
- Calculei o volume de água exacto.
- Protegi as mãos e os móveis.
- Não misturo com nenhum outro produto.